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Menina de 12 anos morreu após consumir milkshake feito em liquidificador sujo, revela investigação

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O operador do estabelecimento, Baris Yucel, admitiu seis acusações criminais relacionadas à morte da jovem que ocorreu em 2023.

Mia-Shay Hilaire foi hospitalizada depois de tomar um milkshake no Pop Inn Cafe em agosto de 2023 — Foto: Reprodução/Instagram

Aos 12 anos de idade, Mia-Shay Hilaire pediu um milkshake no Pop Inn Cafe, localizado em Londres, na Inglaterra. Pouco depois de beber, ela foi levada às pressas para o hospital — onde morreu cinco dias depois, em agosto de 2023. Agora, foi revelado que a menina sofreu uma reação alérgica grave a nozes, pois a bebida foi preparada em um liquidificador que não havia sido lavado corretamente.

Baris Yucel, operador da cafeteria, admitiu seis acusações criminais relacionadas à morte da jovem. O homem de 47 anos foi multado em £ 18 mil (R$ 131 mil, na cotação atual) e recebeu uma ordem de trabalho comunitário de 100 horas.

Segundo o Daily Mail, os pais de Mia-Shay, Adrian e Chanel, disseram que saber que a morte da filha poderia ter sido facilmente evitada aumentou a dor da família. “Esperamos que esta condenação e multa enviem uma mensagem clara às empresas que servem alimentos e bebidas em todo o país sobre as consequências devastadoras de não levar a segurança alimentar a sério.”

Os pais disseram que a jovem tinha alergia a nozes, o que levou o Conselho de Southwark, onde está localizado o estabelecimento, a acreditar que a bebida preparada pelo café continha traços de avelãs ou amêndoas. Imagens de câmeras de segurança revelaram que o empreendedor não havia limpado o liquidificador antes de preparar a bebida de Mia, o que significa que possivelmente havia vestígios de nozes de um pedido anterior — fazendo com que a criança tivesse choque anafilático.

As seis acusações incluem servir alimentos com ingrediente alergênico, falta de sinalização ou informações sobre alérgenos visíveis aos clientes e falha em identificar riscos de contaminação cruzada de ingredientes alergênicos.

A advogada da família, Michelle Victor, também destacou que empresas que não cumprem os protocolos de segurança alimentar podem ter "consequências trágicas". "'Mia-Shay e todas as outras crianças com alergias devem se sentir seguras sabendo que as empresas que servem alimentos e bebidas seguem a legislação de segurança alimentar implementada para proteger suas vidas".

A instituição de caridade para alergia alimentar do Reino Unido, The Natasha Allergy Research Foundation, disse em uma publicação no Instagram: "Esta é mais uma morte de um jovem por alergia alimentar que nunca deveria ter acontecido. Nós encontramos os pais de Mia em várias ocasiões, e nossos corações estão absolutamente partidos por eles e sua terrível perda."

"As regras sobre segurança de alérgenos existem para proteger pessoas com alergias alimentares e devem ser levadas a sério por todos os operadores de cafés e alimentos. Alergias alimentares não são uma escolha ou preferência, mas uma condição médica séria que pode ser fatal para alguns."


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